Você sabe. Acho que sempre soube. Eu tinha medo de gostar de alguém, de me envolver, de me mostrar sem disfarces. Amar dá um medo danado. De perder a liberdade, a identidade, de se machucar, de não saber mais voltar.
Eu nunca confiei em mim mesma pra cuidar do coração de outro alguém, mal sei cuidar do meu.. Aí você apareceu quando eu mais me sentia insegura. Meu medo de te fazer infeliz sempre foi muito excessivo. Então você fez com que eu me sentisse segura das minhas escolhas, não que eu faça tudo certo sempre, longe disso, mas eu já aprendi a concertar as coisas.. E desde então mesmo sendo um tanto arriscado eu tenho preferido ficar ao seu lado, mesmo que eu vacile às vezes no final eu sempre ajeito tudo.
Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar.
Eu te conheci, quis segurar a sua mão e dizer: enfrentaremos qualquer barra, seguraremos qualquer onda, estarei sempre ao seu lado, vou te amar, te desejar, ser fiel, ser tudo na sua vida e vamos olhar para os outros e dizer que, sim, vamos ser felizes para sempre.
Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta.
Se faz falta? Faz muita falta. Mas se preferiu ir, que vá. Só não me venha com aquela frase ridícula: “Quero te ver de novo” por que não, sinto muito, mas você não vai me ver mais.




